Cogumelo camboja e um pouco de sua história

O cogumelo camboja é uma variedade da espécie Psilocybe cubensis muito popular entre cultivadores e pesquisadores de cogumelos mágicos. O micologista John Allen coletou originalmente essa variedade, nos anos 90, durante uma de suas muitas expedições ao sudeste asiático e a isolou. Conforme suas declarações, o carimbo de esporos dessa variedade de Psilocybe cubensis selvagem foi coletado em pastos nos arredores da cidade de Phnom Phen, capital do Camboja, desmentindo o mito de que teriam sido coletados no antigo templo de Angkor Wat.

A popularidade desta strain (variedade) se deve principalmente pela produção maciça de cogumelos psilocibinos, facilidade de cultivo, alta resistência à contaminação mesmo sem condições ambientais adequadas. Todas essas características tornaram esta strain (cepa) de cogumelo cambojano, também chamada cubensis cambodian ou cambodia, lendária entre os diversos tipos de cogumelos mágicos Psilocybe Cubensis.

Cogumelo camboja em produção massiva de cogumelos mágicos.
Cogumelo camboja em matéria orgânica exibindo produção massiva de cogumelos mágicos. Imagem: PNW

Efeitos do cogumelo camboja

As pessoas relatam que o cogumelo camboja produz o mesmo efeito psicodélico clássico do Psilocybe cubensis, incluindo alterações na percepção sensorial. Sobretudo, cores, sons e sensações; mudanças cognitivas; euforia e bem-estar; distorção do tempo e espaço; experiências espirituais ou místicas; introspecção; efeitos os quais se devem à presença de compostos psicoativos, como a psilocibina e a psilocina.

Vale ressaltar que os efeitos podem ser positivos ou negativos e variar de pessoa para pessoa e dependem de diversos fatores, incluindo a dosagem, o ambiente, o estado de saúde mental e outros.

O cogumelo camboja destaca-se por sua potência superior em comparação com a média das variedades de cogumelos psicodélicos. Ademais, em todas as strains, a potência varia, mesmo entre frutos do mesmo micélio, e essas variações são influenciadas por diversos fatores que ocorrem durante o cultivo de cogumelos:

  • Condições de crescimento: O ambiente em que os cogumelos crescem desempenha um papel crucial na produção de compostos psicoativos. Além disso, fatores como temperatura, umidade, substrato de crescimento e luz podem afetar a quantidade de psilocibina produzida.
  • Idade e maturação: A idade dos cogumelos psilocybe cubensis no momento da colheita também pode influenciar a potência. À medida que os cogumelos amadurecem, a concentração de psilocibina pode aumentar, atingindo um pico em certo ponto antes de diminuir.
  • Armazenamento: O armazenamento inadequado dos cogumelos pode resultar na degradação dos compostos psicoativos e os níveis de potência podem diminuir ao longo do tempo.
  • Manipulação pós-colheita: O tratamento dado aos cogumelos após a colheita influencia sua potência. Danos físicos, exposição à luz e calor excessivos podem afetar os níveis de psilocibina.

O padrinho do cogumelo camboja

John W. Allen, o "padrinho" do cogumelo camboja
John W. Allen, o “padrinho” do cubensis cambodian. (Imagem: J.A. collection)

John W. Allen é um pesquisador e etnomicólogo amador que vive na Califórnia, EUA. Seu nome e suas contribuições são muito famosas entre os cultivadores e pesquisadores de cogumelos psicodélicos. Além disso, sua reputação é respaldada por um extenso corpo de trabalho. Autor de dez livros, dúzias de artigos sobre o tema dos cogumelos com psilocibina, editor e autor da série “Ethnomycological Journals Sacred Mushroom Studies”.

Allen isolou diversas strains de cogumelos Psilocybe cubensis, o cogumelo camboja, conforme citado neste artigo e, na Tailândia, outra famosa strain: Thai Pink Bufallo. Em seguida, descobriu uma nova espécie de cogumelo mágico da denominada “Psilocybe samuiensis Guzmán, Bandala e Allen”. Atualmente, tem dado palestras em conferências e simpósios e feito muitas apresentações de dispositivos sobre a história e a identificação de cogumelos mágicos.

Psicodelia no sudeste asiático

O Camboja e outros países do sudeste asiático como a Tailândia, Vietnã e Laos são predominantemente de culturas budistas, o que significa que eles acabam sendo bastante conservadores quanto ao uso de cogumelo e substâncias alteradoras da consciência. Por outro lado, são destinos de turismo super badalados por aventureiros, sendo países muito procurados entre jovens e mochileiros do mundo inteiro.

Acaba então acontecendo muitas vezes a famosa “vista grossa” por parte das autoridades nesses locais quantos aos hábitos “menos graves” dos visitantes, uma vez que em várias localidades o turismo corresponde a 80% da atividade econômica.

Em diversas ilhas paradisíacas, florestas e rios, e até mesmo nas grandes cidades, ocorrem festas de gringos. Nessas localidades, pode-se afirmar que a liberdade transcende com uso de cogumelo, tornando, assim, esses destinos verdadeiros redutos de mochileiros.

Shakes de cogumelos mágicos são anunciados na Tailândia
Shakes de cogumelos mágicos são anunciados na Tailândia. (Imagem: Shroomok)

Em lugares como o Camboja, Vietnã e Laos, por exemplo, os estabelecimentos ligeiramente discretos e voltados para turistas servem as mundialmente conhecidas “happy pizzas”. Essas pizzas têm seu tempero feito com Cannabis ou cogumelos mágicos em algumas localidades.

Em algumas ilhas da Tailândia, como Koh Samui e Phuket, não é difícil achar “smoothies” e “shakes” feitos com cogumelo sagrado Psilocybe cubensis. Porém, mesmo nestes paraísos tropicais, fazer isso não é de forma alguma recomendado por aqueles com experiência em viagens pela região, pois as leis são rigorosas para esse tipo de infração de venda e consumo de cogumelos mágicos.

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